sábado, 21 de abril de 2012

Traço seu

Te escrevo pra lembrar daquele dia
em que ficamos horas nos olhando... molhando os olhos...
calados...quietos... um brilho que iluminava aquele quarto escuro.
Horas de contemplação muda, de espaços curtos, de eternidade a dois.
Não comíamos, não bebíamos, nao saíamos, não existia mais nada.
só meu olho e o seu numa miragem de amor, paixão e neblina naquele quarto.
Te escrevo pra lembrar...
pra esperar...
Acho que vou te escrever todos os dias.

Ponte

Daqui do meu cantinho te mando boas energias, te mando aquela alegria,
aquela que só vc conhece de mim.
Um sorriso estampado e borrado de manhã, depois da aurora.
Daqui dessa saudade te mando o meu carinho pra te fazer cafuné antes da dormida
Daqui do meu quarto te mando o brilho dos meus olhos, em meio a escuridão.
Que é pra fazer morada com os teus, aí do outro lado da felicidade.
Daqui só te desejo amor, porque só tem amor, transborda dele e dele não sou capaz
de me nutrir sozinho.
Daqui faço uma ponte para aí.
E brinco de ir te visitar toda noite.

domingo, 8 de abril de 2012

Tônico

E me pego na beira do mundo
entre o engasgo da saudade e o açoite do adeus
Quando o choro pouco sangra e a vontade em vão se ergue
Que venha a calmaria! Que venha o perdão! Que venha a agonia!
Agonia de amar
Desse amor ladrão.
Bandido.
Capaz de traumatizar o culpado inocente.
Que venha roubar os lábios doídos, o corpo cansado e o peito ofegante
Vem, desgraçado amor!
Derruba as arestas, afoga o passado e fica nú sobre mim.
Veste-me! Acalma-me! Ajuda-me!
Amor moribundo e sozinho.
Que tua peste me mate contigo! Que leve o que não é de ti.
E que da cura só me reste essa veia pulsando.
De um coração falecido.
Que venha tônico, tônico e lindo.
Aurora, sol, sorriso, suor, verdade
Vem amor, vem amor, vem amor...



Gosto mais do mundo quando  posso olhar pra ele com você.




quarta-feira, 28 de março de 2012

Parábola


No auge do meu desespero vejo despencar parábola a baixo o meu desvelo
E na esperançã do seu desatino convido a essa morada comigo
Vergonha e desejo em simbiose dessa trama.
E no calar do meu afago espero que sintas que somos um.
Quando fugias de ti rogava em mim mesmo o infortúnio desmedido
E agora que busco essa valia, nada me tenho senão seu descaso.
Ao rebelar-me intransigente, quase infantil, vejo que no topo
desse desespero fui rasteiro e vil
Senti rasgar em minha carne o que te rasgou e sumiu.
No auge desse meu apelo, só teu sopro servio.
E sucumbiu meu eixo.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Hollywood

O cheiro de cigarro vermelho ainda sopra por aqui
Quando o hálito de hortelã com mel ainda roça em meus lábios...
A boca doce e os olhos cerrados  me fitam...
E os cabelos de sol fazem eclipse com os meus de lua.
Me olhas de viés como se quisesses fugir
Mas logo vem o resgate, ao longe, numa sintonia única e nossa.
O imã, os pólos, a luz, a sombra, eu e você.
Vejo o que pensas, sinto o que vês, falo o que escutas e amo o que és.
Admiro, contemplo, torço, observo, preocupo, quero e tenho.
Aqui comigo, com o cheiro de hollywood vermelho, impregnado assim.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ah!

Eu e essa mania de romance, já dizia uma amiga.
Que diabos! Que diabos! Que diabos!
Acho que, de fato, meu espírito canceriano anda aflorado.
Preciso fechar os ciclos, fechar as portas e abrir as janelas.
Pular o muro e contemplar varanda à fora.
Mundo vasto mundo de iôiô.
Vai Bruno, vai ser gauche na vida!



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

zum zum ê!

Um zum zum zum de ruído doce, pleno e sincero.
Faz zuada nesse coração que sempre foi seu.
E se te vejo pela fechadura é porque já lhe tive
no quarto inteiro.
E se te quero pra essa cura é porque alivia a minha
angústia.
É coisa de ternura, de carinho, de candura, de loucura.
Um zum zum ê que não consigo matar. Zumbido no ouvido carente
de te ver de longe.
Barulho que não cessa zumzumrrar!