quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Trampolim
Que essa válvula não se escape por semicoisas de mim. E se ao acaso estrago é porque corres de um fim. Se o que é brando fervilha num lapso é porque sofres aqui. Se não me afago em seu traço é porque risco os afins, descolo os pedaços e me explodo assim: de mim. Vontade de comprar um espelho. Ou então um trampolim? Ai de mim.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
Peçonhento
Em tempos de glória às avessas, onde a impunidade impera, onde a honra não tem sapatos, onde o talento não tem vez, onde a imagem se perde na retina e o produto dos brutos nos é enfiado goela a baixo, houve-se o clamor dos oprimidos. Se há o opressor há o oprimido já dizia Boal. E desde que o mundo é mundo tal relação se confunde. Se me sinto injustiçado, se me negam o poder da chance, volto ao meu umbigo e grito que fui vítima, falo que sou réu, nego que fui culpado, finjo que sou oprimido. É a lei dos bichos: defender-se. No caso dos homens essa faceta é recolher-se, tal como uma cobra após ser cutucada, feito bicho arredio que nega seu poder de bote. Dizer-se oprimido, mesmo que verdadeiramente dito é um ato de defesa. Será que estamos sempre nos defendendo dos outros, de nós mesmos? Diria que é o caminho mais fácil, ou melhor, mais imediato para quem sempre quer um sim: Os bichos, esses peçonhentos homens de quem vos falo. Em tempos de porcos, de pastos, de piranhas e sanguessugas não adianta tentar distinguir quem sujou, mordeu ou sugou. Os verbos só existem porque os substantivos se permitem agir. O "encolher-se", mesmo que provocado, consiste em ação, em escolha, em variação. O bicho homem nunca está inerte e, portanto, seu "status" de oprimido por vezes deve ser contestado. Andei oprimido, feito cobra enrolada, até que o veneno meu, da própria natureza, veio revelar-se num dia de domingo. E pra não falar de "bola na trave", "quases" e "injustiças" digo que estou Opressor. De mim mesmo. E lá vou eu me defender de novo...
sábado, 31 de julho de 2010
"Torre de Babel" vem aí !!!!
Estamos nos aproximando da estréia da Torre de Babel! O clima de ansiedade e animação toma conta do elenco e de toda a equipe.
A torre foi construida, agora Avante para a estréia!
Léo Passos, Mirella Matteo, Bruno de Sousa, Francisco Vilares, Bruno Petronílio, Vera Pessoa, Francisco Xavier, Simone Brault (ao fundo)
A torre foi construida, agora Avante para a estréia!
Léo Passos, Mirella Matteo, Bruno de Sousa, Francisco Vilares, Bruno Petronílio, Vera Pessoa, Francisco Xavier, Simone Brault (ao fundo)
(Bruno de Sousa, Simone Brault, Léo Passos)
(Mirella Matteo, Bruno Petronilio)
MAIORES INFORMAÇÕES:
Fotos: Rodrigo Frota
domingo, 18 de julho de 2010
Desabafo
Ando cansado, fadigado, desestimulado, descrente, carente, saudosista, perdido, despercebido, incoerente, indefeso, inerte, impotente, atropelado, injustiçado, abandonado, descalço, calejado, ferido, enjoado.É hora de jejuar. Preciso da cura que meus pés gritam. Voar... voar... e voar...
terça-feira, 6 de julho de 2010
Dança.
Dois pra lá... dois pra cá...
Não quero consolo.
Nem quero soluço
Não quero teu colo
Não corro do curso.
Não culpo sua carta
Nem capo sua manga
Não rasgo essa raiva
Só cuspo esse entalo
O engasgo me cansa
Agora me calo.
Sou flecha sem lança.
O "não" me balança.
Dois pra lá... dois pra cá...
Não quero consolo.
Nem quero soluço
Não quero teu colo
Não corro do curso.
Não culpo sua carta
Nem capo sua manga
Não rasgo essa raiva
Só cuspo esse entalo
O engasgo me cansa
Agora me calo.
Sou flecha sem lança.
O "não" me balança.
Dois pra lá... dois pra cá...
terça-feira, 22 de junho de 2010
Novidade chegando...
TORRE DE ARRABAL
(Agosto em Salvador)
Em comemoração aos 78 anos do dramaturgo vivo mais encenado da atualidade, Fernando Arrabal, acontece em Savador no mês de agosto, o evento Torre de Arrabal, um projeto onde as linguagens do teatro, cinema e artes visuais, se encontram para dialogar sobre a arte do dramaturgo espanhol. O projeto engloba a exibição do filme "Irei como um cavalo louco" de Fernando Arrabal, apresentação de um documentário de Fernando Béllens, uma instalação de artes visuais; uma palestra do dramaturgo e o espetáculo "Torre de Babel" que estréia 11/agosto no Teatro Martim Gonçalves.
Mais do que a vinda de um ícone vivo do teatro mundial a Salvador para falar sobre sua obra e sobre o teatro mundial, Torre de Arrabal visa possibilitar a troca artística: estudantes, diretores de teatro e cineastas, que terão a oportunidade de dialogar com um mestre.
Siga-nos no blog e twitter:
http://www.torredearrabal.blogspot.com/
www.twitter.com/torredearrabal
(Agosto em Salvador)
Em comemoração aos 78 anos do dramaturgo vivo mais encenado da atualidade, Fernando Arrabal, acontece em Savador no mês de agosto, o evento Torre de Arrabal, um projeto onde as linguagens do teatro, cinema e artes visuais, se encontram para dialogar sobre a arte do dramaturgo espanhol. O projeto engloba a exibição do filme "Irei como um cavalo louco" de Fernando Arrabal, apresentação de um documentário de Fernando Béllens, uma instalação de artes visuais; uma palestra do dramaturgo e o espetáculo "Torre de Babel" que estréia 11/agosto no Teatro Martim Gonçalves.
Mais do que a vinda de um ícone vivo do teatro mundial a Salvador para falar sobre sua obra e sobre o teatro mundial, Torre de Arrabal visa possibilitar a troca artística: estudantes, diretores de teatro e cineastas, que terão a oportunidade de dialogar com um mestre.
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