Ouvi
dizer outro dia a seguinte coisa: “É bom se preparar para a dor. Isso a
enfraquece um pouco. Só um pouco, mas enfraquece." E fico a me
perguntar... E quando é de súbito? Se é pra doer que rasgue logo de vez. Que
acabe logo de vez... Nem que para isso o sacrifício da desistência venha nos
abençoar. Sim. Sofrimento é algo desumano e cheio de paradoxos mesquinhos. Essa
peste e sina de "gladiadores" para alcançar a plenitude, a paz e o
amor vai me convalescendo a desistência de tudo que acredito. É tudo mais
simples e não precisa de lágrimas. Pois quando elas param de jorrar, ai sim
Deus meu, tudo vira rocha. A dor me assusta profundamente. Tenho medo do
depois.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
sábado, 2 de junho de 2012
Uma por outra
As vezes é melhor dizer que você está bem, do que explicar todas as razões pelas quais você não está.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Sal da idade
Quando não se pode mais fazer nada só a saudade mata! E vou morrendo a cada dia, minguando, vaporizando. Quem sabe se tudo não vira alma e me renasce de novo. Quem sabe, Deus, se teus milagres caiam sobre mim. Entregar aos céus o que dos homens já foi proferido. Abençoa ou deixa essa dor ir embora.
Quem sabe?
terça-feira, 15 de maio de 2012
Felicidade tem nome e endereço
“Amar alguem só pode fazer bem”.
E é parafraseando Marisa Monte que começo esse texto. Como é bom amar alguém.
Como é revigorante ter certeza de um amor. Um amor puro, sem jogo, nú, cru. Por
causa de um amor verdadeiro, transformei minha vida de cabo a rabo. Vivia
infeliz sem saber, triste sem ser, vivia preso em uma redoma violentíssima: que
me cegava, me doía, me custava (e como me custava), que me atrapalhava, que me
surrava dia após dia. Essa redoma era e foi minha grande cruz por tempos quase
infindáveis. Vivi durante anos nos 10%. Sim. Hoje sei que era só isso que podia
dar. É muito pouco pra quem tem tanto amor. E eu sempre tive. Só não sabia
dividir, administrar, organizar. Bum! amor também não aguenta! Quando explode não deixa vestigios. É fagulha pra tudo quanto é lado. E como agradeço a esse sentir. Obrigado a você, amor. Obrigado você, meu grande amor...
Antes, numa explosaõ de desespero, fui obrigado a fugir de mim mesmo. Tentei me esconder por trás de uma aparente liberdade ou desejo de mudança. Inútil, egoísta, hostil. Estava eu mesmo me ferindo, me podando, me perdendo sem saber.
Hoje, após muito sofrimento,
muita dor, muita desilusão vejo que amar é algo muito mais arrebatador do que
imaginava. Não pelas feridas pois não há. O saldo é positivo e transborda único e exclusivamente de amor. Hoje estou livre. Porém estou só. Só fisicamente. E como sinto
falta... É tanta saudade... Tanta vontade...Tanto querer bem... Tanta vontade
de ser feliz... Ah! Amor. Cadê você? Está aqui debaixo da minha asa. Por que não te jogo fora. E me pego assim: feliz! Porque hoje o que me suspende
e me faz andar é ter certeza do que sinto, do que sou, do que quero. Estou
inundado de sentimentos bons, de certezas absolutas. Coisas que sempre fugi ou
tive medo. A certeza do meu amor é o que me acalma, me alimenta, dorme e acorda
comigo. Não. Não estou sozinho. Sigo de mãos dadas com essa certeza e esse
aroma de corações no ar. É quase virgem tudo que sinto. Sim. É inocente,
primaveril, puro... ah como é bom o que sinto. E não quero nada em troca.
Oferta gratuita porque não tem jogo de interesses. É mera poesia vagabunda.
Sim. Daqueles que amam e seguem sem sofrer. Porque sofrimento é ruim e estou às avessas, brilhando do que acredito: do nosso amor.
Te amo e sigo.
domingo, 13 de maio de 2012
Viva!
Viva a sacanagem,
viva o desrespeito,
viva a mentira
viva o desdém,
viva a falta de sensibilidade,
viva a falta de cuidado,
viva o orgulho,
viva você!
Viva eu,
viva nós!
Rebanho de desgraçados,
Porque no final das contas
quem morre são os outros.
viva o desrespeito,
viva a mentira
viva o desdém,
viva a falta de sensibilidade,
viva a falta de cuidado,
viva o orgulho,
viva você!
Viva eu,
viva nós!
Rebanho de desgraçados,
Porque no final das contas
quem morre são os outros.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Boa noite!
E se chacoalho no sono bandido
É porque me roubastes até o descanso.
Durmo e vou no paraíso com essa mordaça;
refém dessa miragem que me devaneia o corpo vil;
atordoado com esse cheiro molhado;
essa boca serrada;
e aquela frase passeando antiga em minha pele;
já nos poros, nas suas sardas minhas;
entranhado feito flor: desabrocha, amor!
É porque me roubastes até o descanso.
Durmo e vou no paraíso com essa mordaça;
refém dessa miragem que me devaneia o corpo vil;
atordoado com esse cheiro molhado;
essa boca serrada;
e aquela frase passeando antiga em minha pele;
já nos poros, nas suas sardas minhas;
entranhado feito flor: desabrocha, amor!
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