sábado, 29 de outubro de 2011

Amor.

Uma amiga ontem me falou: terminamos!
Como assim?
É... o amor mudou!


É isso. Só o amor, esse incrível e genial "amor", transcende,
prolifera, reverbera e muda.
Ele sempre estará ali de algum jeito.

Reverências, amor.


Assim

do desejo calado,
daquele fadado, inusitado,

do ensejo negado,
da vontade guardada
e do peito rasgado: por dentro, selado.

Quando o amor vira amor, outro amor
e a dor vira dor, mesma dor.
















sábado, 10 de setembro de 2011

Me, mim, For(migo)!

Do tamanho de grão.
Escuro e vil.
Da cor do azeviche.
Pequeno.
Tão pequeno.
Quase invisível.
Da cor de vento frio.
Menino pequeno querendo ser gente.





sexta-feira, 15 de julho de 2011

Senti(grado).

E essa febre que não passa?
Fervura que me desespera, que me sufoca, que me redime.
Quando me encontro com meus demônios o primeiro reflexo é casular. Sim, de tanto sê-lo criei um verbo.
Viro formiga, cinza, pó. Sou capaz de me dobrar em mil e um pedaços. A vontade é de adentrar o cobertor e não mais sair. Deitar no colo da mãe e virar cria. Vontade de sumir no mundo sem dar explicação.
Fogo que não cessa, febre que não passa, epilepsia.
Um grito pairado no ar...

sábado, 26 de março de 2011

Fora

Aos solavancos tropeço sobre a armadilha que mesmo fiz.
Escorrego na própria insegurança, ignorante e estanque.
À espera de um freio para não mais despencar sobre o abismo.
Buraco que mesmo criei, engasgo daquilo que não queria ouvir.
Com o nó na garganta de não saber desatar. 

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ses de nome.

Se a poeira abaixou, meu amor, deixa como está.
Se a revoada se foi, furta dor, é que já vai passar.
Se o destino minguar, lá no mar, é que terra é meu nome.
Se o fogo cessou, água sou, foi o que tinha pra dar.
Se a saudade apertar, consolar, lembra que o menino cresce.
Se a surpresa do amor te pegar, juro, valeu a pena.
Se esse som te tocar, dó -ré-mí, fáço de mim seu ontem.
É que o homem que cresce de cá só de "ses" tem seu sangue.


vai dar samba.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

De ser.

Pouco a pouco modelo a face desnuda, antes sem pêlos.
Hoje despelo, desvelos.
A carne já em desatino não me abstenho, entendo.
O corpo que emana em transe a pele que tenho, engenho.
E a alma embebida de paradoxos no dorso desdenho.
Fase a fase acelero as rédeas e não me abstenho.
Pouco a pouco modelo a face que crio, que sonho, que tenho.
Hoje eterno, tão terno, desenho o afeto e sou pleno.
Dizem lá no meu pensamento.
A carne em transe, sem rédeas, sem poros que modelo.
Momentos.